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A cultura da Aveia 18/04/2012 |
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AVEIA: |
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Rudinei L. Richter e Rogério M. Richter
1 Descrição da planta: Seu colmo é cilíndrico, de diâmetro variável, sendo maior nas plantas híbridas, apresentando numerosos entrenós recoberto pela bainha das folhas. As folhas são relativamente compridas e estreitas distribuídas de forma mais ou menos alternada (filotaxia alterna) com densidade que difere de acordo com a variedade ou híbrido. As flores são, masculina (pendão) e feminina (espiga). Os grãos apresentam-se dispostos na espiga, após a fecundação, em forma de carreiras sempre em número par. O ciclo de desenvolvimento compreende três períodos: · Estádio vegetativo: Vai da semeadura até o aparecimento do pendão. O período entre semeadura e emergência varia de 5 a 12 dias dependendo da temperatura e umidade do solo, no entanto há uma redução de meio dia para cada 1ºC de aumento na temperatura do solo. Após 14 dias da sua emergência começam a surgir raízes secundárias que servirão para absorção de nutrientes e sustentação da planta. Nesse estádio a planta tem maior capacidade de se recuperar em caso de morte de folhas porém é o período de maior competição com as ervas daninhas. · Estádio reprodutivo: Vai do aparecimento do pendão até a polinização dos estigmas da espiga. Normalmente a emissão do pendão ocorre de 7 a 10 dias antes da emergência dos estigmas mas o pólen só é liberado 2 a 3 dias antes da emergência dos primeiros estigmas. Na espiga de milho pode haver a formação de 700 a 1000 óvulos pois a cultura é uma espécie de polinização cruzada. O pólen do pendão de uma planta não fecunda a espiga da mesma planta devido à incompatibilidade genética, inibindo a germinação do tubo polínico. · Formação e enchimento de grãos: Vai desde o espigamento até a maturação fisiológica que é ao redor de 60 dias, dependendo da variedade. O milho com 4 folhas ocorre a definição do rendimento de grãos. Com 8 folhas, o nº de fileiras, com 12 folhas, o tamanho da espiga e no estádio de grão leitoso, o peso dos grãos.O milho é um alimento energético, pois seu principal componente é o amido. A proteína normalmente encontrada é de 8 a 11 % sendo a principal proteína de sua composição a zeína que é pobre nos aminoácidos lisina e triptofano. Botanicamente o grão de milho é um fruto denominado de cariopse, em que o pericarpo está fundido com o tegumento da semente propriamente dito. A seguir, a composição do grão de milho.
2 Solo: Prefere solos do tipo argilo-arenoso, ou seja, rico em M.O. e com boa permeabilidade à água e ao ar. O solo deve apresentar água em abundância e disponível para a planta no período crítico. Quanto à acidez, o milho à tolera, porém o melhor pH para o seu desenvolvimento é o situado na faixa de 6,0. 3 Clima: O milho é uma gramínea (Poaceae) anual com ampla adaptação a diferentes condições de ambiente, requer temperatura alta ao redor de 24 a 30º C. Para cada 1º C de aumento de temperatura há redução de 5 a 6 dias do período compreendido entre a emergência e o espigamento pois é uma planta extremamente sensível ao fotoperíodo. Cada grau de temperatura média diária superior a 21 graus nos primeiros 50-60 dias após a semeadura, pode antecipar o florescimento de 2 a 3 dias, pois com o aumento da temperatura, aumenta a respiração celular da planta. Temperaturas do solo inferiores a 10 graus e superiores a 42 graus prejudicam a germinação. Também temperaturas acima de 35-37 graus por mais de 3 hs seguidas reduzem o rendimento do milho e o teor protéico dos grãos pois afeta o processo de transformação do nitrogênio disponível para a planta. Temperaturas altas à noite (>24o C) promovem consumo energético demasiado e redução do ciclo da cultura em função da somatória térmica e consequentemente a queda do rendimento da cultura. No Rio Grande do Sul o regime térmico atende as suas exigências. É importante que a temperatura mínima no período vegetativo não baixe de 12º C ficando assim 180 dias sem geadas. O ciclo de uma cultivar pode ser determinado em nº de dias entre a semeadura e a maturação fisiológica, porém o método mais adequado é o que leva em consideração as unidades de calor (U C) necessárias para a cultivar atingir o florescimento. U. C é a soma das unidades diárias de calor, a partir da emergência sendo calculada pela fórmula: U.C. = temp. máxima + temp.mínima -10ºC OBS: Temperaturas máximas iguais ou superiores a 30ºC devem ser consideradas como 30ºC. Temperaturas mínimas iguais ou menores que 10ºC devem ser consideradas como 10ºC. A redução de 30 a 40 % da intensidade luminosa na fase vegetativa para o milho ocasiona um atraso na maturação dos grãos. Apenas com 50 % da intensidade luminosa no período de 15 dias antes e 15 dias após o florescimento, diminui 40 a 50 % do rendimento dos grãos. O Milho é uma das culturas mais afetadas pela inadequada disponibilidade hídrica, tanto no excesso quanto na escassez. Necessita de mais ou menos 400 a 600 mm de chuva em seu ciclo onde o período mais crítico é aquele entre 2 semanas antes do pendoamento e 3 a 4 semanas após o espigamento. A falta de grãos (não fecundação) na espiga, em especial na parte superior, é causada por alguns fatores tais como falta ou excesso de umidade na fase reprodutiva, frio intenso em qualquer fase e o ataque de pragas. 4 Cultivares: Principais tipos de híbridos existentes: Ø Híbrido simples: resultante do cruzamento de duas linhagens. Ø Híbrido simples modificado: utiliza-se como genitor feminino um híbrido de duas linhagens irmãs com o genitor masculino de uma outra linhagem diferente. Ø Híbrido triplo: resultante do cruzamento de um híbrido simples com uma outra linhagem. Este também pode ser um triplo modificado. Ø Híbrido duplo: resultante do cruzamento de dois híbridos simples, sendo necessárias para isso, quatro linhagens diferentes. Ciclo de cultivares existentes: Ø Super precoce Ø Semi precoce Ø Precoce Ø Tardias ou normais Cada cultivar existente no mercado possui suas características, tanto do tipo de cruzamento como de seu ciclo, além de outras características da própria cultivar que deverão ser procuradas na recomendação de cada uma, pois entre uma variedade e outra, às vezes, há muita diferença. 5 Época de plantio: A época de plantio da cultura do milho varia de 15 de agosto a 15 de janeiro, sempre atento às condições climáticas previstas para o desenvolvimento da cultura e facilitar a tomada da decisão sobre quando proceder à semeadura e em que densidade. 6 Profundidade de plantio: Semeadura em solos úmidos e argilosos: 4 a 5 cm Semeadura em solos secos e arenosos: 5 a 8 cm Espaçamento: Varia de 0,4 a 0,9 cm entre linhas e 3 a 5 sementes / metro linear. Vantagens do espaçamento reduzido: Ø Aumento da produtividade Ø Cobertura mais rápida do solo evitando as ervas daninhas Ø Maior absorção de luz solar e taxa fotossintética Ø Maior retenção de água pela menor evaporação Ø Melhor enraizamento e absorção de nutrientes Ø Plantadeiras para milho e soja De acordo com alguns experimentos a produtividade é maior utilizando 80.000 plantas / ha e 40 cm entre linhas. Cada cultivar de milho tem sua recomendação de população com os respectivos espaçamentos. 8 Densidade: O nº ideal de plantas na lavoura depende de alguns fatores como disponibilidade de nutrientes, água e cultivar a ser empregada.
Normalmente os sacos vêm com 60.000 sementes. 9 Colheita, secagem e armazenamento: Logo após a formação, os grãos passam pela fase de grãos leitosos (milho verde), grãos em massa mole e grãos em massa dura até atingir a maturação fisiológica. Considera-se que o grão entrou em maturação fisiológica quando ele está com máximo acúmulo de matéria seca. Esta condição pode ser visualizada pela formação de uma camada preta na região em que os grãos estão inseridos ao sabugo. Cabe salientar também que deficiência hídrica, nutricional ou ocorrência de moléstias durante o período de formação e enchimento de grãos refletem-se em menor peso de grãos, caindo a produtividade.A cultura do milho atinge seu ponto de maturação fisiológica aproximadamente 60 dias após o florescimento com grãos apresentando umidade na faixa de 28 a 35 %. Neste ponto, a planta de milho tem 1,15 a 1,25 % de nitrogênio e o grão 1,4 a 1,7 %. Embora o grão esteja pronto, é recomendado retardar o processo de colheita, normalmente de 7 a 20 dias. Para a colheita mecânica, a umidade ideal do grão é de 18 a 22 %. Normalmente a espiga produz 500 a 750 grãos / espiga, porém sobrevivem somente 400 a 500 grãos / espiga.Com relação a perdas na colheita, existem 4 tipos: Ø Perdas em espigas (pré-colheita) Ø Perdas em espigas (plataforma) Ø Perda de grãos soltos (no rolo picador ou rolo separador) Ø Perda de grãos no sabugo (cilindro / côncavo) OBS: Perdas ao redor de 4% sobre a produtividade bruta são consideradas normais se analisarmos o total das perdas possíveis descritas acima. Perdas no retardamento de colheita (físicas e quantitativas)
Após a colheita, os grãos devem ser secados pois a umidade elevada dá condições ao desenvolvimento dos microorganismos e aumentam as perdas de peso devido ao aceleramento do processo respiratório dos grãos. Com o decorrente aumento da temperatura da massa de grão, o processo de deterioração é acelerado e as perdas de qualidade e quantidade sofrerão forte aumento. Em secagem mecânica para armazenamento a granel, a temperatura poderá ir até 140ºC, porém o melhor é trabalhar com no máximo 90ºC pois o grão não sofre um choque tão grande de temperatura, devido ao fato de que se forma um grande gradiente de umidade do interior da semente para a superfície. O ideal é que os grãos sejam armazenados com 13 a 14,5 % a granel e 14 a 15,5 % ensacados. Para o armazenamento, o milho poderá ser estocado nos seguintes tipos de silos: Ø Silos elevados de concreto (silo vertical); são os melhores por atenderem as exigências da qualidade da armazenagem. Ø Armazéns graneleiros; válidos para a estocagem de pouca duração e de fácil operação. O custo operacional é elevado por causa da energia e da manutenção dos equipamentos. Ø Armazéns convencionais; apresenta as seguintes vantagens: possibilidade de estocagem de diferentes produtos, controle fitossanitário eficaz. Sua desvantagem está no controle de ratos. Ø Célula metálica; apresenta como vantagem a rapidez da construção. Sua dificuldade encontra-se no controle fitossanitário e porque não possui aeração. Ø Armazém a nível de propriedade; menos aconselhadoØ Armazém de alvenaria para espigas; permite a secagem natural. Ø Tonéis; destina-se a pequenos produtores Ø Silo graneleiro de alvenaria; é simples e de baixo custo Ø Paiol/silo/secador; destina-se a pequenos produtores OBS: Para todos os tipos de silos, é aconselhável que se tenha um bom sistema de aeração pois principalmente em silos maiores, além da secagem é aconselhado fazer um manejo de eliminação do calor através da aeração. " width="160" height="120"/> |
Informações sobre o MILHO 08/10/2010 |
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A Cultura do milho: (Zea mays)
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